Gerando Falcões discute diversidade sexual e de gênero em periferias do extremo leste de SP

Feminismo, direitos humanos e cultura do estupro foram outros temas já abordados pela Ong dentro da comunidade 

Respeitar o próximo e desconstruir qualquer tipo de preconceito. É com esse objetivo que o Gerando Falcões, Ong situada em Poá, extremo leste de São Paulo, promoveu no último sábado (18) um debate sobre identidade de gênero e diversidade sexual com dezenas de mulheres da periferia.

A Ong promove os encontros desde março deste ano e já trouxe profissionais para falar sobre feminismo, violência de gênero, direitos humanos e prevenção ao abuso sexual, por exemplo.

No último encontro, o assunto foi abordado pelo convidado, o jornalista Alan Victor Souza Santos. Ele e outras duas amigas estudaram o tema na faculdade e apresentaram um documentário sobre transexualidade como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

“O debate gerou curiosidade nas mulheres, que tinham dúvidas sobre como tratar ou entender um filho homossexual, por exemplo”, contou Santos, que avalia ser muito importante discutir o tema em todas as regiões.

De acordo com a assistente social e responsável pelos debates na Ong, Vanessa Ferreira, o objetivo ao trazer temas polêmicos é fazer com que as pessoas se conscientizem de que ‘ser diferente não é errado’. “Queremos ter uma sociedade com pessoas mais humanas, que se coloquem no lugar do outro”, disse ela.

Os encontros com a comunidade são realizados todos os sábados, com moradoras vindas de cidades como Itaim Paulista, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos, regiões com baixo poder econômico e altos índices de violência e criminalidade, segundo dados estatísticos da Secretaria de Segurança Pública do estado.

Violência em Poá 

Em julho deste ano, por exemplo, o jovem Maurício dos Santos Neto, de 20 anos, foi assassinado no Jardim Medina, em Poá, e a família acredita que tenha sido por homofobia, uma vez que rapaz era homossexual.

O disque 100, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, recebeu quase 2 mil denúncias de agressões contra gays no ano passado e estima-se que a cada 28 horas, um homossexual morre de forma violenta no país.

Cópia de IMG_9062

 

IMG-20160829-WA0008

Leave a Reply

Translate »